A região dos Lençóis Maranhenses tornou-se Parque Nacional em 1981. Isso significa que deve ser preservado como patrimônio. Lá não se podem subir dunas com veículos, só a pé. São 155.000 hectares de dunas entrelaçadas por milhares de águas doces e cristalinas.
O portal de entrada dos Lençóis Maranhenses é a cidade de Barreirinhas, distante 272 Km da capital São Luís. Para chegar nessa cidade pegamos um ônibus enorme, tipo “nana nenê”, pois ele ia naquele balanço que parecia flutuar pela BR 135 e MA 402. A paisagem era formada pelos babaçus (palmeiras que parecem petecas), buritis (palmeiras em leque), choupanas e casas de pau-a-pique. De Barreirinhas para o Parque Nacional foi uma aventura e tanto no Toyota 4 X 4. Primeiro atravessamos o rio de balsa e depois seguimos no veículo pela estrada de areia e águas.
As dunas e lagoas são de uma beleza fenomenal. O deserto não é inóspito. As areias são frias, não queimam os pés. O vento é forte, mas caminhar pelas dunas em busca das lagoas é extremamente agradável. Não vimos muitas lagoas, pois lá agora é inverno, só restam as lagoas permanentes. Os milhares de lagoas temporárias se formam no verão, época das chuvas, de abril a julho.
Os Lençóis Maranhenses concorrem a uma das sete maravilhas da natureza do mundo. Têm sua razão. Vejam...
Nada como umas férias com muita ação de vez em quando! Pura adrenalina minha viagem ao Maranhão! Antes de tudo a polêmica da febre amarela que quase amarelou meu passeio e entusiasmo, o que resolvi com a vacina dos 10 dias antes, que tomei no dia mesmo... No aeroporto o congestionamento monstro de gente e de aeronaves ia preparando o espírito para furar as tremendas cumulus-nimbus, especialidade da atmosfera de São Paulo. Atravessar essas gigantescas nuvens sempre gera um medão, pelo menos em mim, que prefiro apreciá-las em terra firme. Por sorte o meu destino era a linha do equador, onde o tempo é sempre agradável. A chegada à ilha de São Luis foi tranqüila, com boa receptividade. Por lá fiz de tudo um pouco, desde aproveitar as praias, visitar lugares históricos, ver e comprar artesanato até passeios mais ousados como conhecer o sertão, navegar por vastos manguezais, encontrar macacos, caminhar subindo e descendo dunas incríveis e aventurar-me num Toyota tração 4 X 4 sobre as areias do caminho. Como em todas as capitais e cidades brasileiras, a enorme distância entre as classes sociais também é muito evidente na terra do Sarney. Conheci palafitas e vi algo que pensei que não existisse mais, casas de pau-a-pique, aquelas famosas casas cujas fotos aparecem nas páginas dos livros de Ciências, mostrando onde moram os barbeiros, bichos transmissores da doença de Chagas.
Com a minha supermachine e a sua supermemória, haja fotos e vídeos! Vou espalhar neste cosmos os melhores registros, a começar pelos Lençóis Maranhenses, grande maravilha da natureza.